ESPIRULINA: vale a pena consumir?

05 Dez 2016

Evidências em trabalhos mostram que essa alga marinha melhora metabolismo de gorduras e de glicose, da rinite alérgica, além de ajudar na redução da gordura hepática e proteger o coração. Estudos em animais são bem promissores quanto a proteção neural, artrite e melhora da imunidade.

Espirulina é uma alga verde-azulada, e vendida em formas de tabletes, pós e cápsulas no Brasil e no mundo. Muito consumida pelos veganos por ser fonte de proteína e por conter B12 – mas já falei em vídeo da série “SEGUNDA SEM CARNE” lá no canal youtube.com/c/PriscilaDiCieroOficial que essa B12 é de forma análoga, e que é pobremente absorvida pelo nosso corpo. Portanto, não consuma espirulina se você a imagina como uma boa fonte de B12 pra você, ok?

Já em termos de proteínas, fornece menos cisteína, metionina e lisina, comparado com proteínas animais.

Essa alga tem alguns componentes ativos com diversas funções no corpo, dentre eles, a de ser antioxidante (combate radicais livres formados em nosso corpo), anti-inflamatório e anti-viral.

No geral, dosagens de 1-8 gramas de espirulina por dia tem mostrado resultados muito efetivos nos casos:

  1. Para controle de colesterol: aumenta o teor de colesterol nas fezes, o que mostra seu efeito inibidor da absorção do mesmo pelo intestino. Por isso, a espirulina também tem efeito cardioprotetor.

  2. Para performance muscular, dosagens entre 2-7,5g ao dia tem sido usado. Um trabalho publicado em 2010 mostrou que 4g de espirulina/dia por 4 semanas aumentou a oxidação de gorduras em 10%, aumentou o tempo de exaustão em 131% e preservou mais estoques de glicogênio em 10% (tudo comparado ao grupo controle).

  3. Para controle de glicemia: doses variando de 2-7,5g/dia tem sido usadas.

  4. Para controle da esteatose hepática (gordura no fígado): dosagens ao redor de 4,5 gramas ao dia tem sido usada.

Não são recomendadas doses pra cada caso citado já que não se tem dados de seguram acima desses limites. Estudos promissores estão sendo ainda realizadas em animais, e resultados prévios já mostraram efeitos na diminuição da neurodegeneração (degeneração do sistema nervoso central), podendo prevenir demência e melhorando cognição em idosos. Estudos preliminares em ratos com artrite mostrou normalizar os testes laboratoriais, com resultados muito simulares comparado ao uso de corticóides. Consumo de espirulina melhora significativamente os sintomas da rinite, como coceira nasal, corrimento e congestão, quando comparado ao grupo placebo. Porém, mais estudos são necessários pra garantir efeitos da espirulina na saúde humana. Consulte sempre seu Nutricionista e coma algo saudável por mim!

Referência bibliográficas:

Cingi C., et al. The effects of spirulina on allergic rhinitis.Eur Arch Otorhinolaryngol. 2008 Oct;265(10):1219-23.

Kalafati M, et al Ergogenic and antioxidant effects of spirulina supplementation in humans . Med Sci Sports Exerc. (2010).

Hernández-Corona A, et al Antiviral activity of Spirulina maxima against herpes simplex virus type 2 . Antiviral Res. (2002).

Selmi C, et al The effects of Spirulina on anemia and immune function in senior citizens . Cell Mol Immunol. (2011).

Kalafati M, et al Ergogenic and antioxidant effects of spirulina supplementation in humans . Med Sci Sports Exerc. (2010).

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