Investigando problemas na tireóide: exames importantes na visão da Nutrição Funcional

25 Jan 2017

O hipotireoidismo é uma das doenças mais mal diagnosticadas da atualidade. Para fazer um diagnóstico correto é necessário fazer uma análise detalhada ao paciente: fazer vários exames, uma anamnese completa do histórico médico, saber quais são os sintomas físicos, mentais e emocionais, investigar se há problemas de tireoide na família e etc. E isso leva tempo, dedicação do profissional que te acompanha e, acima de tudo, conhecimento atualizado.
Muitas vezes, mesmo tomando medicações pra casos de hipotireoidismo, muitas pessoas sentem os sintomas persistirem, como se não fizessem tratamento pra tal.

Por isso, reforço sempre que o tratamento deve ser multidisciplinar, e esses são os exames que julgo importante a todos os pacientes que passam em consulta comigo para analisar o perfil completo de tireoide:

*anticorpos anti-tireoperoxidase (também chamado anticorpo anti-TPO)

*tireoglobulina

*anticorpo anti-tireoglobulina (também chamado de Anti-Tg)

*TRAb (Anticorpo anti-receptor de TSH)

*TSH

*T3 livre

*T3 total

*T4 livre

*T4 total

*T3 reverso

*Alumínio urinário

*Fluoreto urinário

*Cadmio urinário

*Mercúrio urinário

*Ultrassom de tireoide

E sempre reforço a necessidade de mais exames, como Ferritina, B12 sérica, cortisol plasmático (colhido pela manhã), Homocisteína e 25-OH-vitamina D.

Ou seja, o exame de TSH e t4 livre (que a maioria dos médicos pedem) não são suficientes pra uma boa “leitura” da tireoide dos pacientes. Muitos médicos verificam apenas o valor do TSH e ignoram todos os sintomas e queixas de fadiga, queda de cabeço, insônia, tendência a tristeza aumentada e depressão, desatenção, esquecimento constante, má recuperação da prática esportiva, aumento de peso, perda de tônus muscular, dificuldade em perder gordura corporal, constipação, secura na pele e até dificuldade em engravidar (ou abortos de repetição). Muitos, ao invés de irem a fundo nos exames e na leitura dos mesmos, prescrevem antidepressivos, ansiolíticos e comprimidos para dormir. Assim o paciente é levado a tomar medicação inadequada que causa efeitos colaterais que se agravam com os anos, e a pior parte, não terem sido diagnosticados corretamente e não tratados como deveriam ser.

E dá pra confiar nos valores de referência?

Os valores de referência dependem dos laboratórios. Já o diagnóstioco, e decisão de prescrever ou não medicamentos depende do médico. Um dos maiores erros de diagnóstico que o médico pode fazer é olhar só para os valores de referência. O painel completo de exames ajuda a dar uma imagem mais clara do problema, mas não conta toda a história.

Estes exames não analisam o que acontece aos hormônios da tireoide quando são absorvidos pelas células. Um paciente pode ter exames normais, mas continuar com sintomas de hipotireoidismo. Um bom médico consegue ver que pessoas diferentes e reagem a valores de referência diferentes.

Aqui estão alguns valores de referência modificados por médicos que praticam medicina funcional (todos aqui não se refere na fase gestacional, daí são outros parâmetros utilizados, ok?):

• TSH Ultra Sensível – Menos de 2 um/L (alguns autores trabalham com 2,5 e outros com até 1).

• T4 Livre – Na metade mais elevada do valor de referência.

• T3 Livre – Acima da metade mais elevada, ou no terço mais elevado do valor de referência.

• T3 Reverso – No terço mais baixo do valor de referência.

• TPOAb – Dentro dos valores de referência.

• TgAb – Dentro dos valores de referência.

• Vitamina D – Acima de 60 ng/mL (em casos de Hipotireoidismo de Hashimoto, manter ao redor de 100)

• Ferritina – Acima de 60 ng/mL, acima de 80 ng/mL em casos de hipotireoidismo com queda de cabelo.

• Exames de metais tóxicos na urina: o menor possível (mas serve como base de comparação durante o acompanhamento).

• Homocisteina: por também estar relacionado a processo inflamatório, e deficiências de B6 e/ou B12 e/ou ácido fólico, deve-se manter abaixo de 10.

Portanto, se você tem dúvida se tem algum problema na tireoide, ou já foi diagnosticado e toma medicação, procure sempre fazer esses exames em check up médico (ressalva ao ultrassom, que não se deve fazer com tanta frequência assim, salvo algumas condições).

E mesmo que você tenha sido orientada e não mudar nada em sua dieta e estilo de vida, procure ajuda de um profissional nutricionista pra ajustar seu plano dietético, corrigir deficiências (algumas vezes é preciso uma suplementação especifica), corrigir disbiose quando presente, e melhorar ação da medicação e modular melhor sistema imune.

Há diversas estratégias usadas em termos de dieta pra quem sofre de problemas de tireoide, e sim, há uma luz no fim do túnel, basta apenas ter a pró atividade e buscar mais conhecimento e ajuda de profissionais habilitados.

Comam algo saudável por mim e assistam o vídeo Nutrição & Tireóide no meu canal do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=IuKiOBOg1DA&t=211s.

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