Nutrição & Imunidade

10 Mai 2016

A adequação nutricional de micronutrientes está intimamente relacionada ao bom funcionamento do sistema imunológico. Saiba mais a respeito nesse post e não deixe de assistir o vídeo Xarope pra Imunidade lá no canal youtube.com/nutribruxa.
Consulte sempre seu Nutricionista e viva a individualidade bioquímica!

Muitos fatores externos ao corpo podem ameaçar a imunidade e a saúde como um todo. Estresse, privação de sono, excesso de atividades físicas com baixa recuperação, dieta pobre em nutrientes, má digestão e absorção de nutrientes e até disbiose, afetam diretamente nosso sistema de defesa. E infelizmente há ainda outros fatores que influenciam na imunidade, então, o assunto é bem extenso, como você pode ver… O intestino não é apenas um órgão de digestão e absorção, mas também assume importante função no sistema imunológico! Acompanhe a leitura aqui e saberá como ele atua.

Veja o que esses alimentos e nutrientes podem fazer por sua imunidade:

Geleia Real

A secreção, produzida pelo organismo da abelha, é rica em proteínas, vitaminas, minerais antioxidantes e gorduras boas. Além disso, a geleia tem ação anti-inflamatória. Segundo a nutricionista da rede Mundo Verde Thais Souza, a geleia real é usada como complemento alimentar e indicada para melhorar o funcionamento do organismo, porque diminui o cansaço físico e mental, melhora o apetite, fortalece o sistema imunológico e reduz os níveis de colesterol. Pode ser encontrada em cápsulas ou in natura.

Pólen

Rico em proteínas, aminoácidos essenciais e vitaminas A, C e E, o pólen é um pequeno grão que ajuda na formação de anticorpos, reparação do tecido muscular e combate ao envelhecimento. O grão contém ainda cálcio, magnésio e fósforo, minerais fundamentais para a saúde dos ossos e dos dentes. O pólen pode ser consumido puro ou adicionado em alimentos, como sucos, iogurtes, saladas e bolos. Mel Além de ser delicioso, o mel tem ação bactericida e antisséptica e contém substâncias que agem como antibióticos naturais. É um produto que auxilia o tratamento de problemas pulmonares e da garganta. O mel não deve ser fervido para que não perca suas propriedades.

Própolis

Rica em flavonóides de ação antioxidantes, que auxiliam no combate às doenças que atacam o organismo humano. Por isso, o própolis atua como “antibiótico natural” em casos de inflamação e infecção e auxilia também no combate a tosse.

Agrião

O agrião possui propriedades expectorante, adstringente, descongestionante, digestiva, fortificante, tônica, depurativa, cicatrizante, antitérmica e anti-inflamatória. Rica em vitamina A, seu consumo é excelente para os olhos, a pele, os ossos e os dentes. Além disso, age como um fortalecedor da imunidade por ser rico em vitamina C. Esta, além disso, ajuda a combater o envelhecimento precoce da pele e diminui a má formação de células que podem tornar-se cancerígenas, pois esta é um excelente antioxidante natural. Consuma ao menos 3x por semana, em saladas, sucos ou até em recheios de panquecas.

FERRO

Em relação à função imunológica, vários estudos têm associado a deficiência de ferro a defeitos tanto na resposta adaptativa quanto na resposta inata do indivíduo10,11. Os defeitos na resposta adaptativa incluem a redução da proliferação, diferenciação e do número células T, bem como redução da produção de citocinas por essas células. Já os defeitos na resposta inata incluem a redução da capacidade fagocitária dos neutrófilos, provavelmente devido à falhas na atividade das células natural killer (NK). Saiba quais são os alimentos ricos em ferro: vegetais verdes escuros, feijões todos os tipos, carnes em geral.

ZINCO

Mais de 85% do zinco corporal total encontra-se no músculo esquelético e osso e, apenas 0,1% circulam no plasma15. Há relação entre direta entre o mineral zinco e as células do sistema imunológico, incluindo atividade de células T auxiliadoras, desenvolvimento de linfócitos T citotóxicos, hipersensibilidade retardada, proliferação de linfócitos T, e etc. As manifestações clínicas decorrentes da deficiência de zinco podem variar desde quadros leves com aumento da suscetibilidade a infecções, redução do peso corporal e massa muscular e dos níveis de testosterona com oligospermia até quadros graves. Os alimentos ricos em zinco são: carnes em geral, ostras, cereais integrais, ovos, sementes e oleaginosas.

VITAMINA A

Em relação ao sistema imunológico, a vitamina A modula a resposta de células fagocitárias, estimulando a fagocitose (que ajuda a matar vírus, bactérias, invasores, etc.) e etc. Em geral, os alimentos de cor alaranja são ricos em vitamina A como mamão, gema de ovo, manga, etc.

VITAMINA D

Já fez seu exame pra avaliar o status da vitamina D em seu corpo? A vitamina D é um potente modulador do sistema imune. De maneira geral, o efeito da vitamina D no sistema imunológico se traduz em aumento da imunidade inata associado a uma regulação multifacetada da imunidade adquirida. Tem sido demonstrada uma relação entre a deficiência de vitamina D e a prevalência de algumas doenças autoimunes, como diabetes melitos insulino-dependente (DMID), esclerose múltipla (EM), artrite reumatoide (AR), lúpus eritematoso sistêmico (LES) e doença inflamatória intestinal (DII). Sugere-se que a vitamina D e seus análogos não só previnam o desenvolvimento de doenças autoimunes como também poderiam ser utilizados no seu tratamento. A suplementação de vitamina D tem-se mostrado terapeuticamente efetiva em vários modelos animais experimentais, como encefalomielite alérgica, artrite induzida por colágeno, diabetes melitos tipo 1, doença inflamatória intestinal, tireoidite autoimune, LES e tuberculose.

E O QUE O INTESTINO TEM A VER COM ISSO?

A função imune do intestino depende de três componentes: a barreira intestinal, o sistema imune (tecido linfóide associado ao intestino - GALT, plasmócitos, linfócitos, imunoglobulinas) e a microflora. O epitélio intestinal é considerado a barreira física para a absorção de antígenos e a penetração de patógenos. Ao manter a integridade do epitélio com seus tight junctions, quantidades controladas de antígenos podem ser captadas por pinocitose e esta captação pode resultar em uma resposta fisiológica da liberação de imunoglobulina-A (Ig-A). Além disso, muco, peristaltismo e enzimas digestivas contribuem para a diminuição da exposição do antígeno ao lúmen intestinal. O GALT representa a maior massa de tecido linfóide no corpo humano, constituindo importante papel imunológico do homem. A presença da microbiota intestinal saudável é necessária para alcançar a função imune, incluindo a produção de anticorpos, o desenvolvimento e persistência da tolerância oral a antígenos dos alimentos e a formação de centros germinativos nos folículos linfóides. Desta forma, os prebióticos (como o amido resistente presente na biomassa de banana verde) beneficiam a simbiose entre o hospedeiro e a flora, modulando várias propriedades do sistema imunológico. Por isso, garantir alimento às bactérias boas de nosso intestino, manter uma alimentação rica em verduras, legumes e frutas (tudo bem lavado) e a inclusão de alimentos fermentados (como iogurte caseiro e Rejuvelac – receitas aqui no site) são de grande valia pra nossa imunidade.

Outras vitaminas, tais como a vitamina E, poderosa antioxidante presente em alimentos como abacate, nozes, castanhas e óleos vegetais como azeite de oliva, também são importantes pra imunidade.

NENHUM DOS ALIMENTOS CITADOS É ISENTO DE EFEITOS ADVERSOS, por isso, consulte seu médico e nutricionista antes de consumir com frequência o que foi exposto aqui, ok?

Conclusão

Proporcionar uma boa nutrição ao corpo é uma questão permanente. Embora o corpo tenha uma capacidade limitada de armazenar nutrientes, há uma necessidade continua de prover uma boa nutrição, a fim de manter o funcionamento adequado do corpo, incluindo uma função imunológica otimizada.

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