É preciso tanta soja assim na dieta?

20 Dez 2010

A ciência mostra benefícios do uso da proteína da soja à saúde, como controle dos níveis de colesterol sanguíneo e até na perda de peso.

A indústria da soja, então, já não perde tempo: enriquece leite de soja com cálcio para “ficar com a mesma quantidade que o leite de vaca”, sugerindo boa alternativa a consumo do mesmo por alérgicos e intolerantes a lactose, bota vitaminas e outros minerais, e inventa sabores para que fiquem bem palatáveis e agradem os mais difíceis paladares antinaturebas.

O lobby da soja argumenta que os japoneses comem grandes quantidades de soja e, como resultado, têm baixos índices de câncer de mama, útero, cólon e próstata. Este é um dos grandes mitos sobre o qual se constrói a idéia de que soja é saudável. Em primeiro lugar, os japoneses não consomem tanta soja; um estudo de 1998 mostrou que um homem japonês típico ingere cerca de 8g (2 colheres de sopa) por dia, nada semelhante aos 220g que um ocidental consumiria comendo um pedação de tofu e dois copos de leite de soja. E atendo muito vegetariano que aparece com uma dieta próxima a isso…

Outra verdade é que os chineses só consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o shoyu e o missô. Somente por volta do século 2 A.C. é que eles descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, e criaram também o tofu (= famoso “queijo de soja”, que muitos dizem não ter gosto de nada, sabe?). O uso destes alimentos derivados de soja se espalhou pelo oriente, especialmente no Japão. E cá chegou ao Brasil também.

O mundo hoje faz alerta a esse consumo abusivo da soja, já que a mesma contém fitatos, que podem bloquear a absorção de minerais pelo corpo, apresentam inibidores de enzimas, que atrapalham ou impossibilitam a digestão de proteínas (isso é muito sério e pode até afetar crescimento e desenvolvimento em crianças!), e hemaglutinas, que fazem as células vermelhas do sangue se aglutinarem, prejudicando fornecimento de oxigênio e nutrientes às células.

A soja contém altos níveis dos fitoestrógenos (também conhecidos como isoflavonas) genisteína e daidzeína, cujo excesso pode funcionar como disruptores endócrinos, aumentar risco de câncer (Inclusive de mama) e causar problemas na tireóide.

A famosa proteína texturizada de soja (chamada de PTS ou PST), por muito tempo, se tornou a “carne dos vegetarianos” (não poderia existir pior termo para isso!), já que a mesma é um produto altamente manipulado e possui seu valor nutricional totalmente comprometido. As vitaminas se vão, mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e fortes, atrapalhando a digestão e levando a deficiências nutricionais! Quem é meu cliente sabe que abomino esse SUBPRODUTO e tiro da dieta de todos, vegetarianos ou não!

Produtos fermentados da soja - como molho de soja de fermentação natural, tempeh, nato e missô - por passarem por um longo processo de fermentação, acabam por terem neutralizados os efeitos das toxinas naturais da soja, além de serem melhores digeridos pelo organismo.

Vale sempre o bom senso e refletir a respeito.

Lembre-se: tofu e leite de soja não são fermentados, fique atento às quantidades em sua dieta e converse sempre com seu Nutricionista.

Para saber mais: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/12/04/soy-dangers-summarized.aspx

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