Glúten na dieta

25 Out 2010

Você já deve saber que os celíacos não devem consumir glúten. A doença celíaca é considerada uma patologia autoimune, onde o organismo ataca a si mesmo.

É causada pela intolerância permanente ao glúten, de origem imunológica e genética que acomete a mucosa do intestino delgado causando a sua atrofia e; por conseqüência, dificulta a absorção de nutrientes. Essa doença não é considerada uma alergia alimentar e sim um distúrbio causado por uma reação ao glúten, que provocará lesões no intestino, interferindo negativamente na absorção dos nutrientes, podendo até causar hemorragia intestinal.

Mas você também já teve ter ouvido falar em se tratar muitos sintomas e sinais de deficiência de nutrientes com uma dieta isenta ou com menos glúten, certo? Segundo os princípios da reeducação alimentar, tudo em exagero pode não ser positivo, e com o glúten não é diferente! Primeiro, entenda que o glúten é uma fração proteica presente na aveia, cevada, malte, centeio e trigo. Entre os “supostos vilões” da dieta de hoje, em dia, está no exagero do consumi do gluten (consumido há anos) ao consumir pães, biscoitos e massas em geral - que são importantes fontes de carboidratos, diga-se de passagem.

A má digestão do glúten pode causar sérios problemas intestinais, pois bactérias e fungos que vivem na microbiota consumirão esse alimento para obter energia e se multiplicar. Em excesso, esses microorganismos são prejudiciais e causam inflamações que levam à microfissuras na parede do intestino, uma das causas da chamada DISBIOSE.

Um indivíduo com disbiose PODE se beneficiar por um tempo de uma dieta sem glúten até que o quadro melhore, orientado por um Nutricionista. A reação, na verdade, não é uma exclusividade do glúten, e pode ser desencadeada por qualquer alimento que seja consumido em excesso!!! (No caso do doente celíaco, essa exclusão deve ser permanente, ok?).
Quanto à disbiose, quando essa parede intestinal deixa de ser íntegra, o organismo fica despreparado para reconhecer nutrientes em suas formas mais simples, como vitaminas, minerais, aminoácidos, glicose, gorduras, etc. E deparando com um alimento que foi mal digerido (como por exemplo,o glúten), o organismo reconhece como algo estranho e deve ser eliminado. Daí, então, dispara o problema: uma reação inflamatória começa para combater esse “agente estranho” presente na circulação. Muitas doenças (como diabetes) e problemas estéticos (como acne, celulite) têm base nas reações inflamatórias, sabia?

As conseqüências causadas pela hipersensibilidade ao glúten podem se manifestar de diversas formas, como: inchaço abdominal, diarréias, intestino preso, rinite, asma, artrite, prurido anal, artrite e outros problemas articulares como artrite/artrose, infertilidade, doenças autoimune da tireóide, dermatite, acne, e alterações de humor, como ansiedade, depressão e até mesmo a síndrome do pânico. O autismo vem sendo muito estudado associando-se ao tratamento uma dieta sem glúten e outros alergênicos. Outro problema que pode ser agravado pelo consumo da proteína do glúten nessas pessoas é a TPM (tensão pré-menstrual), problema que atinge grande parte das mulheres e que causa diversos desconfortos.

Quem for diagnosticado como celíaco, tiver hipersensibilidade ou quiser diminuir a ingestão do glúten, pode substituir o trigo, aveia, cevada, centeio e malte por arroz, milho, quinua, soja, amaranto, batata, mandioca, inhame, entre outros. E preparar pães sem glúten, comer tapioca do café da manhã, mingau de quinua, e por ai vai!

Um nutricionista vai ajudá-lo com tudo isso. Não se estresse… Esse profissional prioriza a individualidade bioquímica, e saberá se uma dieta sem glúten é adequada para seu caso ou não.
Vale conhecer também alguns benefícios dos alimentos que CONTÉM GLÚTEN!

O trigo é largamente um dos alimentos mais consumidos do planeta: rico em fibras e vitaminas do complexo B, muito versátil na cozinha, faz parte de composição de pães, massas e quibes. A aveia caracteriza-se por ser um alimento de alta qualidade nutricional, além de ser rica em fibras que auxiliam no processo digestivo, seu farelo possui impacto positivo no controle de colesterol sanguíneo. A cevada é um cereal bastante nutritivo e energético, que favorece a função hepato-billiar.

Consulte sempre seu Nutricionista e leie mais a respeito no site da CBAN ou no FNACELBRA.

Algumas receitas:

Bolo de maçã integral com canela sem glúten

Pudim de quinua com óleo de coco

Pão sem glúten

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