Você já ouviu falar em Bisfenol A?

03 Jan 2011

A União Européia vai proibir o uso de compostos orgânicos Bisfenol A (BPA) em mamadeiras infantis de plástico, á partir de 2011. Canadá já fez isso, e no Brasil, a discussão ainda continua.

O bisfenol A (BPA) é uma substância química tóxica, utilizada para fabricar plásticos e resinas. E classificada como um disruptor endócrino, que interferem ou mimetizam a ação de hormônios naturais, como estrógeno, hormônios da tireóide, os hipotalâmicos e por aí vai

São facilmente estocados no tecido adiposo e podem ser transferidos de mãe para filho durante a vida uterina via placenta. E muitas dessas toxinas também são encontradas no leite materno e, possivelmente, transferidas à criança que é amamentada.

Essa substância tem similaridade com o hormônio feminino e pode exercer sua função no corpo, determinando puberdade precoce, câncer de mama e até infertilidade. Em estudos com animais, o BPA também causou diabetes, obesidade, endometriose, alterações no comportamento, diminuição da qualidade de espermas em adultos, e hiperatividade.

O BPA pode migrar para os alimentos (principalmente para alimentos gordurosos como manteiga e carne) e para a água, especialmente quando aquecidos.

Segundo a Dra. Elaine Frade Costa, endocrinologista da SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo), “o bisfenol-A é encontrado no ar que respiramos, na água que ingerimos, e nos alimentos que consumimos, pois ele se desprende dos materiais que estão acondicionados em embalagens desenvolvidas à base de policarbonato (plástico), nos enlatados revestidos de BPA para evitar ferrugem, no momento de lavar um utensílio com a bucha da pia, além de poder ser encontrado na salivação devido o contato com as resinas dentárias, feitas à base dessa substância. Sem contar com o contato por meio de outras formas de consumo. Esse desregulador tem sido matéria de pesquisas, no Brasil ainda embrionárias, mas avançadas. Por isso, estamos atentos ao movimento no mundo que regulamenta a retirada dessa substância das embalagens. Várias indústrias já estão retirando-a das embalagens dos produtos.”

A mudança de hábito é fundamental para diminuir a presença de BPA no organismo. À princípio, evitar embalagens alimentícias à base de plástico (policarbonato), especialmente quando aquecido ou congelado, e o consumo excessivo de enlatados. Manter intestino saudável também é regra numero 1, e as crianças não devem ser esquecidas!

Um Nutricionista pode auxiliar na saúde geral do organismo por ajudar através da dieta (e por vezes, com suplementos) a destoxificar o organismo, otimizando processos naturais para a eliminação de toxinas. Esse profissional vai orientar alimentos e fotoquímicos que impulsionarão essa destoxificação e promoverá todo um equilíbrio metabólico necessário á sua saúde.

Saiba que as principais rotas de eliminação de toxinas são pela pele, urina e pela bile, mas suor, lágrimas, ar exalado e outras secreções também atuam na eliminação de toxinas do nosso organismo.

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